9 de fevereiro de 2015

postheadericon Caruaru pode ter mais tremores, mas ainda não há como prever, diz LabSis

Possíveis novos tremores de terra foram sentidos neste sábado (7) em Caruaru, no Agreste pernambucano. O município vem registrando abalos e os três últimos - de magnitudes 2.0, 2.2 e 1.5 - ocorreram na sexta-feira (6). "Pela evolução da atividade sísmica parece, mas não é certo, que se possa estar entrando num período em que teremos vários sismos sentidos pela população (...). Mas vamos ter que aguardar mais um pouco para podermos afirmar", comunicou o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN). A unidade comunicou ainda que, na quarta-feira (4), também houve eventos do tipo. "O primeiro ocorreu às 21:53 (hora local; 00:53 do dia 05 UTC) e teve magnitude preliminar estimada em 2.2. O segundo evento ocorreu às 23:20 (hora local; 02:20 do dia 05 UTC), mas o registro está ruidoso e não foi possível estimar a magnitude", informou o LabSis/UFRN em nota. Os únicos dias em que o LabSis não divulgou a ocorrência de tremores foram a segunda (2) e a quinta-feira (5). A universitária Bruna Priscilla da Costa, de 21 anos, conta que, na quarta-feira, estava em sala de aula - em uma instituição localizada no Bairro Indianópolis - quando o tremor foi sentido pela maioria dos colegas, além dela. "Chamou a atenção de todo mundo, gerando comentário. Uns diziam que era um novo tremor e outros acreditavam que era algo que havia sido derrubado no andar de cima, uma vez que nossa sala fica no térreo. Todo mundo ficou apreensivo, com receio de que [o abalo] volte a ocorrer", comentou.
Outra que se assustou com o novo registro foi a estudante, de idade não revelada, Lúcia Bezerra. "Senti todos eles. Onde moro [no Centro da cidade] tem uma praça e todos saíram de suas casas, com medo. Neste último, eu estava debruçada na janela, olhando a movimentação, quando ocorreu. Eu pensei que o apartamento de cima ia cair. Dá medo!", relatou.
O coordenador municipal de Defesa Civil, José Keldari Quintino, reforçou que, se os abalos voltarem a ocorrer e, caso seja verificado algum tipo de rachadura nas paredes de imóveis, é prudente entrar em contato, a fim de acionar uma vistoria pelos telefones (81) 3701-1173/1174. "Caso ocorra, é preciso entrar em conosco, para que possamos verificar. As rachaduras podem ocorrer ou não, depende da intensidade do tremor, além da estrutura e condições do imóvel", frisa.
Registros da terça-feira
Várias estações registraram o fenômeno, em Riachuelo, Livramento, Rio Formoso e Caruaru. "O evento principal, de magnitude preliminar 2.0, ocorreu às 14:51 UTC (11:51, hora local) e foi precedido por um tremor de magnitude 1.6. Um outro evento, de magnitude preliminar 1.7, ocorreu às 15:30 UTC (12:30, hora local). (...) Há informações, não confirmadas, de que o tremor teria sido sentido em São Caetano e Toritama", informou o LabSis/UFRN em nota.

O G1 entrou em contato com alguns moradores que ficaram assustados com o evento. "Fazia muito tempo que eu não tinha sentido. Estava lavando os pratos e fiquei com muito medo. Deixei tudo e corri para o meio da rua. Foram muitas pessoas deixando as casas e os prédios, com receio de que algo maior acontecesse", comentou a dona de casa Eliene Silva, de 45 anos, que mora no Bairro São João da Escócia.
Redes sociais
O jornalista Vinicius Gomes sentiu tremores em dois bairros. "O primeiro, eu senti no quinto andar de um prédio, no trabalho, e pensei que fosse barulho de alguma obra, mas, pouco tempo depois, o pessoal começou a comentar nas redes sociais. Era por volta de 11h. O segundo foi ao meio-dia. Nesse, eu já estava no Centro e senti também", relata. Ele lembra que a cidade registra há muitos anos os tremores. "Houve outros de pequenas escalas, mas a fase de constantes tremores que gerou toda uma polêmica foi em 2002, na época da Copa do Mundo", afirmou.
Nas redes sociais, além de relatos de como presenciaram os tremores, internautas começaram a brincar com o assunto e a lembrar das lendas que cercam o Monte do Bom Jesus. Há quem afirme que este era um vulcão. Em uma página, a contabilista Vania Cristina Moura escreveu que "segundo os mais antigos, não é vulcão, nem mina de enxofre, nada disso! É só sinal de chuva!" Em contato com o G1, contou: "Antigamente uns diziam que Caruaru ia afundar por conta dos tremores e eu morria de medo, mas minha mãe repetia o que dizia o meu avô: 'Isso é a terra quente. Quando está essa quentura é sinal de que vem chuva'. Coincidência ou não, para a região já vem vindo uma chuva boa".

Do G1

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