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28 de abril de 2015

Em PE, Dilma diz que Refinaria Abreu e Lima é “página virando” da Lava Jato

Após mais de seis meses sem pisar em solo pernambucano, a presidente Dilma Rousseff (PT) participou nesta terça-feira (28) da inauguração da Fábrica da Jeep, em Goiana, na Mata Norte do Estado.“A Petrobras está não só apurando, mas virando uma página da Operação Lava Jato”, afirmou a presidente Dilma Rousseff (PT), em referência à Refinaria Abreu e Lima, nesta terça-feira (28), na inauguração da fábrica da Jeep, em Goiana, na Zona da Mata Norte. O balanço divulgado pela Petrobras, semana passada, mostrou que o impairment da Refinaria Abreu e Lima saiu de R$ 16,4 para R$ 7,3 bilhões. No total, a empresa apresentou prejuízo de R$ 21,6 bilhões – o maior já registrado por uma empresa de capital aberto desde 1986. Em meio ao escândalo de corrupção na estatal, envolvendo também a refinaria, a petista defendeu a importância do empreendimento localizado no Litoral Sul de Pernambuco para a indústria petroquímica.  “Sua importância vai muito além da produção de diesel no Brasil, a existência dessa refinaria é importante pela implantação do polo industrial”, disse.

Dilma também falou sobre o desenvolvimento do Complexo de Suape, ressaltando a localização do porto e a atuação do Estaleiro Atlântico Sul. “Dez anos atrás, não eram só os canaviais, mas Suape não passava de um porto bem localizado”, afirmou.

HOMENAGENS – Apresentações de caboclos de lança e maracatus, símbolos tipicamente pernambucanos, marcaram a abertura do evento. O ex-governador Eduardo Campos (PSB), que estava à frente do Palácio do Campos das Princesas quando a instalação do empreendimento foi negociada, também foi lembrando durante a festa da montadora.

Da plateia, a viúva Renata Campos se emocionou. Ela acompanhou a cerimônia ao lado dos filhos mais velhos – João Campos e Maria Eduarda.

A FÁBRICA – A implantação da fábrica da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), em Goiana (Zona da Mata Norte de Pernambuco), inaugura um novo ciclo econômico no município. Com investimento de R$ 7 bilhões, o Polo Automotivo Jeep é integrado por uma montadora e um parque de 16 empresas fornecedoras.

Atualmente, 4.500 pessoas trabalham no polo e a expectativa é que esse número cresça para 9 mil no pico de operação do complexo industrial.

A fábrica tem capacidade para produzir 250 mil veículos por ano. Do parque industrial moderno, com ares futuristas, poderão sair 45 carros por hora. O primeiro modelo fabricado na montadora é utilitário-esportivo Renegade, que chega às concenssionárias custando, em média, R$ 69 mil.

O Parque de Fornecedores (Supplier Park) vai entregar peças e componentes como pneus, painéis, bancos, vidros, suspensão e mecanismos. Essas companhias serão responsáveis por fornecer 40% do conteúdo nacional do carro. Outros 30% virão de empresas de outros Estados e o restante será importado.

Arco Metropolitano

Dilma renovou os compromissos com o Estado e anunciou a licitação do trecho Sul do Arco Metropolitano, que vai de Suape a São Lourenço da Mata.

“Ontem foi concedida pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) a licença prévia para o trecho entre São Lourenço da Mata e Suape para o Arco Metropolitano, chamado trecho Sul do Arco. Com posse dessa licença prévia, nós agora podemos fazer a licitação desse trecho, pelo menos”, afirmou a presidente, sem estabelecer prazos.

Dilma ainda acrescentou que o trecho Norte, ou Lote 1, também pode entrar no pacote de concessões do governo federal. O trecho ainda não tem traçado definido porque o projeto original cortava a Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe, região que abriga mananciais de alguns rios que abastecem a Zona Norte do Grande Recife, o que gerou protestos de ambientalistas que ameaçaram usar os meios legais para embargar a obra, caso ela fosse realizada.

“Quero dizer também que estamos estudando a inclusão do trecho norte dentro dos processos de concessão que serão anunciados ainda no mês de maio”, antecipou a presidente, que deixou o evento sem falar com jornalistas.

O Arco Metropolitano é uma alça viária de 98 km que, inicialmente, ligaria Goiana, na Mata Norte, ao Cabo de Santo Agostinho, no Litoral Sul sem passar pela congestionada BR-101.
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