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13 de abril de 2015

Mobilizações contra a corrupção e o governo reúnem grupos em Caruaru

Duas manifestações foram realizadas neste domingo (12) em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. A primeira, durante a manhã, teve a participação de integrantes da Maçonaria. Alguns vieram de Gravatá e Toritama, na mesma região. A organização estima que mais de 100 pessoas tenham participado da mobilização, que durou aproximadamente 90 minutos. A Polícia Militar contabilizou 70 pessoas.
O ato pediu o fim da corrupção e também teve o objetivo de mostrar que a Maçonaria apoia os protestos que estão acontecendo no país. “A nossa pauta de reivindicações é simplesmente a junção com os brasileiros, fazendo um protesto contra essa situação que o Brasil atravessa atualmente: corrupção, impunidade, desmandos, insegurança, educação zero, saúde zero. As sociedades organizadas têm que vir a público fazer uma voz única", destacou o militar da reserva Abel Vieira.
Durante a tarde, o protesto "Fora Dilma, #ForaPT! - Vem pra Rua Caruaru!" concentrou pessoas na Avenida Rio Branco, no Centro da cidade. Por volta das 15h35, os participantes caminharam em direção à Avenida Agamenon gritando palavras de ordem como "Fora PT" e "Muda Brasil". 
A segunda mobilização foi organizada pelo Movimento Brasil Livre - Pernambuco. De acordo com os organizadores, 30 pessoas participaram do ato, que durou aproximadamente 40 minutos. A Polícia Militar não acompanhou o protesto fisicamente, mas monitorou o percurso por câmeras de segurança e confirmou 30 pessoas.

O consultor empresarial e professor universitário Wagner Andrade, 49 anos, líder do movimento "Vem Pra Rua", em Caruaru, disse que manifestou a revolta contra a corrupção. "Estamos saturados de tantas promessas não cumpridas e mentiras. Acho que o impeachment e a volta do governo militar não são prioridades".
Para o bibliotecário Márcio França, 32 anos, o Brasil precisa de mudança.“Desde 2006, eu digo 'não' ao PT. Não é porque há um monopólio de votos em nossa região que vou ocultar o meu descontentamento".
Já o mototaxista Eronildo Barros, de 42 anos, viu o protesto e decidiu participar. “A sociedade tem que acordar, ir à rua, esse protesto é tudo de bom; é pelo nosso direito que estamos lutando. Como é que vamos ter um Brasil de primeiro mundo com toda essa corrupção?”.
A bancária Ruth Riff Novaes, 50 anos, ressalta que participar das mobilizações é um ato de cidadania. “Protesto contra a falta de respeito com o povo. A quantidade de participantes não nos incomoda, o importante é que cada um aqui está cumprindo o seu papel como cidadão".

Integrantes da Maçonaria apoiaram as mobilizações do país (Foto: André Hilton/TV Asa Branca)

Do G1
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