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20 de abril de 2015

Professores serão desligados das escolas de tempo integral por estímulo à greve

Quinze professores de escolas em tempo integral do estado serão desligados de suas atividades por estimular o movimento paredista da categoria, em greve desde a última segunda (13), e incentivar o alunado a participar das manifestações. Outros profissionais temporários também poderão ter os contratos rescindidos se aderirem à mobilização. As medidas foram anunciadas, sem alarde, na última terça-feira (14), em uma portaria conjunta da Secretaria de Administração e de Educação de Pernambuco, mas somente nesta sexta a lista dos desligamentos foi divulgada. Ainda hoje, o Governo de Pernambuco divulgou nota oficial reafirmando a predisposição em negociar com a classe. De acordo com a Secretaria de Educação, os profissionais vão perder as gratificações pelo cargo nas unidades de referência e serão encaminhados à Gerência Regional de Educação para ficar à disposição até serem relocados. "Não haverá demissões", informou através de assessoria de imprensa. A portaria ainda prevê apuração rigorosa do controle de frequência dos professores para que haja corte no salário pelos dias não trabalhados por motivo de greve.

Também nesta sexta, em assembleia, os professores decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado para exigir melhorias salariais. Após a deliberação, foi feita uma passeata até a Vice-Governadoria, no bairro de Santo Amaro, Recife. Uma comissão com oito docentes conversou com o vice-governador Raul Henry, que se comprometeu a discutir com o governador Paulo Câmara o pedido da categoria. Uma nova assembleia foi marcada para o próximo dia 27.

A principal reivindicação da categoria é a extensão do reajuste salarial de 13,01% a todos os docentes, não apenas aos profissionais com nível médio, como prevê o projeto de lei 79/2015 aprovado no último dia 31 na Assembleia Legislativa. 

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