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29 de maio de 2015

Professores da rede estadual retomam greve nesta sexta-feira (29)

Após uma trégua de 24 dias, os professores da rede estadual de ensino voltam a fazer greve a partir desta sexta-feira (29). A categoria pede que o reajuste de 13,01% seja garantido a todos os profissionais. O governo do estado deu o aumento apenas aos professores de nível médio (antigo magistério). Os demais receberam reajuste de 7,01%. Técnicos administrativo receberam 6,12%. Nessa quarta, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) realizou ato para convocar os professores para a greve, em Nazaré da Mata. Nesta quinta-feira (28), a mobilização aconteceu em Carpina, na mesma região. “Nesta sexta, amanheceremos em greve e vamos participar do ato convocado pelas centrais sindicais, com caminhada saindo da Avenida Cruz Cabugá”, disse o presidente do Sintepe, Fernando Melo. Uma assembleia acontece às 14h em frente à Assembleia Legislativa. Em nota técnica enviada pelo governo às gerências regionais de ensino, o estado garante que o calendário de reposição das aulas será mantido. "Está mantido o cronograma pactuado nas escolas com os professores para reposição de aulas e as referidas reposições serão pagas na medida em que ocorrerem as aulas já a partir da folha de junho.O pagamento antecipado das reposições na folha de maio, decorrente dos dias de greve já descontados, foi cancelado, ou seja, a reposição será conforme ocorrerem as aulas. Os trabalhadores que faltarem as reposições não terão o referido pagamento, e com relação as faltas ainda não descontadas (a partir de 20/04), serão feitos os descontos na folha de pagamento", informa o documento.


Concurso
Três mil professores serão contratados pela rede estadual. O governador Paulo Câmara autorizou nessa quarta-feira (27) um concurso público, ainda sem data para acontecer, para preencher vagas ocupadas por profissionais temporários. Serão contratados docentes principalmente de química, física, matemática, biologia, educação especial e educação profissional. O concurso é uma das reivindicações dos professores, que voltam a fazer greve a partir de amanhã.

A diretora de Comunicação do Sintepe, Magna Katariny, avaliou que a quantidade de vagas é insuficiente para o déficit atual da rede. “Temos 17 mil professores com contratos temporários, mas, como alguns realmente precisam ser ligados à rede por contrato com validade, estimamos que 10 mil vagas precisavam ser preenchidas por concurso”, disse. Segundo o sindicato, a proposta de concurso para 3 mil vagas foi rejeitada em assembleia.

Sobre o reajuste salarial de 7,01% garantido à categoria, a Secretaria de Administração informou que o aumento começará a ser pago em junho. “Os outros reajustes estão previstos para outubro e dezembro, totalizando 7,01% de aumento para docentes e 6,12% para analistas e do quadro administrativo”, respondeu a secretaria. Os professores ficaram em greve por 24 dias cobrando um reajuste de 13,01%. Após uma trégua de outros 24 dias, eles voltam a cruzar os braços, pois não aceitam os 7,01% de aumento.

Rede privada
Os professores da rede privada fazem assembleia também nesta sexta para decidir se vão entrar em greve. O Sindicato dos Professores de Pernambuco (Sinpro-PE) informou que não haverá aula na rede amanhã. A categoria foi convocada a participar do ato nacional agendado pelas centrais sindicais.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de Pernambuco (Sinepe), no entanto, garantiu que as aulas acontecerão. “Temos rodada negociação nesta quinta e posso afirmar que as escolas funcionarão normalmente na sexta”, informou o presidente do Sinepe, José Ricardo Diniz.

Do Diário de Pernambuco 
(Foto: Brenda Alcântara/Esp.DP/D.A.Press)
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