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29 de maio de 2015

São Bento do Una, Sanharó, Tacaimbó e Belo Jardim têm novo racionamento

Belo Jardim, Sanharó, Tacaimbó e São Bento do Una também terão um novo calendário de racionamento de água. A assessoria de imprensa da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) informou que a medida começa a valer a partir de 1º de junho. Estes municípios do Agreste pernambucano são abastecidos pelas barragens do Bitury e Pedro Moura Júnior - que estão com 8% e 9% da capacidade, respectivamente. De acordo com a assessoria da companhia, o racionamento tem como objetivo "preservar os mananciais e evitar o colapso do abastecimento, caso  persista a falta de chuvas na região". No novo calendário, Belo Jardim passarará de três dias com água e 11 sem para três dias com e 20 sem; São Bento do Una sairá de três dias com e 21 sem para três com e 24 dias sem água. Tacaimbó, por sua vez, terá dois dias com água e 20 sem. Já Sanharó terá três com e 24 sem, no lugar dos três com e 11 sem água.

PROGRAMAÇÕESMunicípiosRodíziosBelo JardimTrês dias com e 11 semBezerrosDois dias com e 10 dias semCaruaru- 40%: três com e quatro sem
- 60%: quatro com e três diasCasinhasTrês com e seis semCumaruDois com e três semFrei MiguelinhoTrês com e seis semGravatáDois dias com e 10 dias semPassiraQuatro com e três semRiacho das AlmasTrês com e quatro semSalgadinhoTrês com e seis semSanta Cruz do CapibaribeDois com e 28 semSanta Maria do CambucáTrês com e seis semSanharóTrês com e 24 semSão Bento do UnaTrês com e 24 semSurubimDois com e seis semTacaimbóDois com e 20 semToritamaDois com e 12 semVertente do LérioTrês com e seis semVertentesTrês com e seis sem

Entenda o caso
O primeiro cronograma foi divulgado como uma ação protetiva para a Barragem de Jucazinho - uma das que abastecem os municípios relacionados -, a fim de que não entre em colapso. O reservatório possui capacidade para 327 milhões de metros cúbidos de água. Em abril do ano passado, estava com 30% disto e, no fim de abril, abrigava pouco mais de 25,7 milhões - isto é, 7,8%. Diante da realidade, segundo a assessoria de imprensa da Compesa, foi feito planejamento com base em dados da Agência de Águas e Clima (Apac), que prevê preciptação abaixo ou na média para este inverno. O racionamento teve início em 1º de maio e deve continuar pelos próximos quatro meses.

O problema é tamanho que até a vazão da água será diminuída. "Decidimos ser transparentes, avisar à população sobre a gravidade da situação e ao mesmo tempo pedir o seu apoio para a necessidade do uso racional da água", declarou Roberto Tavares, presidente da Compesa, por meio da assessoria de imprensa.

Variação entre municípios
Santa Cruz do Capibaribe é o município mais afestado: já recebe água em dois dias e tem o intervalo de 28 dias sem. A assessoria da Compesa, no entanto, comunica que este caso é diferente: o reservatório de Poço Fundo, destinado ao abastecimento local, era pequeno e secou, mesmo com racionamento. A medida adotada é a de levar para lá a água de Jucazinho, situado em Surubim, a mais de 60km. O departamento ainda comunica que existe a intenção de diminuir o tempo de espera para 15 dias.

Ainda entre os maiores intervalos, há os destinados a Toritama (dois dias com e 12 sem serviço), Gravatá e Bezerros (ambos: dois com e 10 sem). Isso enquanto um terço dos municípios terá três com e seis sem. Já na cidade Caruaru o abastecimento ocorrerá de forma difereciada entre os bairros: 60% deles ficarão quatro dias com água e três sem, enquanto 40% terão fornecimento em três dias e estarão quatro sem. A companhia explicou ao G1 que tais diferenças no fornecimento ocorrem devido a vários fatores, como o tipo da de rede distribuição e a topografia.


Do G1 Caruaru
Pesquisado Por Manoel Augusto




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