13 de junho de 2015

postheadericon Com apenas 5,42% da capacidade, Jucazinho entra em nível crítico

Principal reservatório da região está, como em poucas vezes na história, com menos água do que a barragem do Prata. Chuvas dos últimos dias não foram suficientes para mudar a realidade. A situação da barragem de Jucazinho, em Surubim, chegou a um estágio considerado crítico. Com apenas 5,42% da capa-cidade de armazenamento, o terceiro maior reservatório de Pernambuco, responsável (integralmente ou parcialmente) pelo abastecimento de 15 municípios (entre eles Caruaru, Bezerros, Gravatá e Santa Cruz do Capibaribe), está atualmente com 17,7 milhões de metros cúbicos de água. Os números mantêm o açude à beira de um colapso. E a realidade é ainda mais preocupante do que a maioria das pessoas imagina. As chuvas dos últimos dias, por exemplo, não foram suficientes para mudar o quadro de declínio na quantidade de água armazenada. O percentual continua caindo, o que deixa as autoridades em alerta.

A gerente regional de Negócios do Agreste Central da Compesa, Nyadja Menezes, explica que as chuvas dos últimos dias foram suficientes para ajudar as comunidades rurais (principalmente os agricultores), graças, inclusive, à mudança climática, à amenização da temperatura e à redução do consumo de água. "Com essa chuva, as pessoas deixam de utilizar a água para molhar as plantas e lavar a calçada, por exemplo, e temos uma redução natural no consumo", observa.

Em compensação, elas não foram suficientes para mudar a realidade das barragens. "Primeiramente porque a terra está muito seca. Quando a chuva chega às proximidades das barragens com pouca intensidade, as plantas acabam captando parte dessa água. Outro percentual fica retido em forma de infiltrações. Muito pouco, ou quase nada, consegue chegar aos mananciais", complementa Nyadja. O ideal, aponta, seriam chuvas de alta intensidade e duração média.

A gerente regional da Compesa nota ainda que faltam apenas duas semanas para o fim da chamada "quadra chuvosa" (termo técnico utilizado pelos especialistas para definir os quatro meses do ano quando costuma-se chover na região). "Este ano está sendo ainda mais crítico que 2014, que já havia sido considerado um cenário ruim. Estamos lidando com uma situação ainda menos confortável", frisa.

Outro agravante é a previsão que está sendo feita pela Apac (Agência Pernambucana de Águas e Climas). O órgão calcula um cenário favorável no mês de junho, com chuvas para a região. No entanto, a situação nos meses de julho e agosto deve voltar a se agravar. A estimativa é que a média dos dois meses seja de 50 a 75 milímetros (bem abaixo do necessário).

"Somado a isso, ainda temos outros fatores, como as características ambientais da região (pouca cobertura vegetal, o que influencia diretamente no ciclo hidrológico), muita evaporação (o que é determinante, se pensarmos na quantidade de líquido que se perde) e que ainda estamos na região com a menor quantidade de água do país (Nordeste): apenas 3,3%", informa.

DADOS
Os números também mostram a importância da barragem de Jucazinho para o Agreste Central. Segundo dados da própria Compesa, 65% dos imóveis de Caruaru são abastecidos com água do reservatório. Ao menos 800 mil pessoas dependem da água fornecida por ele, que é considerado, inclusive, o 21º maior "açude" do semiárido nordestino e o terceiro maior de Pernambuco, com capacidade para 327 milhões de metros cúbicos (atrás apenas de Poço da Cruz, em Ibimirim, com estrutura para comportar 504 milhões de metros cúbicos, e Entremontes, em Parnamirim, com 339 metros cúbicos).

E O PRATA?
A realidade da barragem do Prata é bem mais confortável. Com 56,68% da capacidade de armazenamento (23,8 milhões de metros cúbicos de água), a represa que serve para levar água para cinco municípios da região (inclusive para 35% dos imóveis de Caruaru), está, como poucas vezes na história, com mais água que Jucazinho.

As autoridades continuam reforçando a necessidade de utilizar o líquido de forma consciente, sem desperdícios, até que a situação seja normalizada.

Os dados que constam da reportagem estão atualizados até quarta-feira (3).

Do Vanguarda 

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