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20 de julho de 2015

Compesa anuncia solução para abastecimento de Caruaru "Jucazinho"

Considerada como a pior dos últimos 50 anos, a seca que assola o Agreste pernambucano tem prejudicado o abastecimento de muitas cidades, entre elas, Caruaru. Para amenizar os efeitos para a população, a Compesa anunciou uma estratégia de abastecimento. A partir de agora, a barragem de Jucazinho, localizada na cidade de Surubim – que conta com 3,88% da capacidade total – entrará no volume morto que será usado para o abastecimento em 12 municípios, de um total de 15 atendidos pelo sistema.

Em caráter emergencial serão investidos R$ 1,3 milhão, para evitar o colapso de Jucazinho. As outras três cidades que recebiam reforço dessa barragem: Caruaru, Bezerros e Gravatá serão atendidas por sistemas próprios.

Caruaru será atendida pela barragem do Prata, que está com 63% da sua capacidade total, porém, sem a contribuição de Jucazinho, será necessário ampliar o racionamento de água na cidade. Para amenizar a situação, novos registos serão instalados na cidade, além da troca de tubulações e ações de controle operacional para maximizar o uso da água disponível.

Haverá ainda a inversão da água da Estação de Tratamento de Água Petrópolis para a Estação do bairro do Salgado, cuja obra será iniciada na próxima segunda-feira (20) e deve durar cerca de 30 dias, mas permitirá que a água do Prata possa ser distribuída para toda a cidade. Outra ação será o reuso da água da lavagem de filtros, que também será utilizada como estratégia para garantir mais água para Caruaru em torno de 50 litros por segundo.

Também na segunda, será iniciada a obra para construção de uma nova captação flutuante na barragem para permitir a retirada da água que não consegue mais ser bombeada devido ao baixo nível e reservação. Os técnicos estimam que, em aproximadamente 15 a 20 dias, a barragem atingirá o volume morto quando chegar aos 3% da sua capacidade. A obra custará R$ 700 e ficará pronta em 30 dias. A previsão é que o volume morto de Jucazinho atenda as 12 cidades até, no máximo, janeiro de 2016 senão chover significativamente.

Já as outras cidades, Caruaru, Bezerros e Gravatá, tem fontes hídricas próprias e são alimentados por outras bacias hidrográficas, onde há a ocorrência de chuvas com mais intensidade e frequência, o que deve garantir o abastecimento até o próximo inverno.


Blog do Igor Maciel

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