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9 de julho de 2015

O que está acontecendo com o Plantão de Caruaru?

Os policiais civis estão insatisfeitos com as condições de trabalho, o salário e a excessiva carga horária, diante disto pleitearam junto ao governo as adequações necessárias para a melhoria da categoria. Entretanto, não obtiveram êxito em nenhum dos pleitos e apesar de haverem dentro da polícia civil duas entidades representativas, isto é, SINPOL (Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco) e ADEPPE (Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de Pernambuco), ambas resolveram unificar a mobilização para fortalecer a negociação. 
Apesar do Sindicato demonstrar com mais brevidade a insatisfação de seus filiados, através das paralisações de 24 horas e 48 horas, foi com a adesão dos associados da ADEPPE que o movimento ganhou mais notoriedade, já que mais de duzentos delegados resolveram não fazer hora extra e tal decisão foi acompanhada por boa parte dos escrivães e agentes de polícia, dando mais ênfase à pressão por uma negociação.

Ocorre que no Estado de Pernambuco existem pouquíssimas delegacias de plantão, sendo Caruaru a única cidade da região que foi contemplada por este serviço. Para evitar o caos, existem delegacias improvisadas que funcionam como plantão, tais como: Garanhuns, Bezerros, Santa Cruz do Capibaribe, Belo Jardim e outras. Nestas, as equipes são retiradas das delegacias municipais e o Estado paga aos policiais o PJES (Programa de Jornada Extra de Segurança), comprando a hora de descanso do efetivo, que se sacrifica para receber um valor a mais no defasado salário.

A partir do momento que a maioria dos policiais, unidos pela mesma causa, resolvem não realizar horas extras, todos os plantões que funcionam no regime de PJES são obrigados a encerrar suas atividades e encaminhar as ocorrências para os plantões de fato, como o plantão de Caruaru. 

Contudo, apenas um Delegado fica responsável por mais de 40 cidades, quando em um período de normalidade só responderia por uma, como é o caso de Caruaru. Então, muitos procedimentos vindos das cidades órfãs de delegado plantonista acabam por superlotar as poucas delegacias que restam e o efetivo da polícia militar fica comprometido, fazendo fila à espera de atendimento, bem como, famílias aguardam horas para o  encaminhamento das vítimas de homicídio para o IML.

Outrossim, fica evidente que a polícia civil está com o efetivo reduzidíssimo e isto é apenas mais um motivo para o governo valorizar os policiais remanescentes, posto que motivos não faltam, diante dos significativos resultados obtidos por eles através do programa Pacto Pela Vida. A fim de demonstrar a importância dos policiais para o sucesso do programa, que desde a negativa do governo em atender o pleito da categoria os resultados estão negativos e boa parte do efetivo compareceu à SEPLAG (Secretaria de Planejamento) em uma manifestação que simbolizou o enterro do Pacto Pela Vida.
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