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19 de outubro de 2015

Bancários seguem de braços cruzados em todo o país


Sem conseguir acordo com os banqueiros, os bancários de todo o País prometem manter a greve na próxima semana. Em Maringá, cerca  de 950 funcionários estão parados. Apenas três bancos – Itaú, Bradesco e Banco do Brasil   – não aderiram à paralisação, sendo que as duas instituições privadas recorreram à Justiça para manter o funcionamento.
Segundo o sindicato dos bancários, Maringá e região (21 cidades) contam com 117 agências, mas não se sabe exatamente quantas estão fechadas. A greve começou no último dia 24.

Sindicalistas e banqueiros tentaram, nas últimas quinta e sexta-feiras, fechar um acordo, mas as negociações não avançaram. “A mesa de negociações foi desfeita.
Sindicalistas de todo o País viajaram para São Paulo em busca de negociações e não aconteceu nada. A greve continua na semana que vem”, conta o presidente do sindicato dos bancários de Maringá e região, Claudecir de Souza. Ele diz que os banqueiros estão irredutíveis.

O sindicalista admite a ideia de um dissídio coletivo, mas prefere a negociação. “A intenção é fechar acordo através de negociação entre as partes”, afirma Souza.

Relatório

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) anunciou as negociações em seu site oficial ontem. Na próxima segunda-feira, os banqueiros receberão um relatório feito por seus representantes na reunião com os sindicalistas em São Paulo. Eles vão avaliar o resultado do encontro e podem – ou não – mudar algumas coisas na proposta aos bancários.

A categoria quer 10% de reajuste contra os 4,5% oferecidos pelos banqueiros e maior participação nos lucros. A participação foi um dos temas mais polêmicos na reunião. Os banqueiros oferecem participação menor do que a paga em 2008.

A proposta atual é de um salário e meio, limitado a R$ 10 mil e 4% do lucro líquido do banco. Os bancários querem 5,5% de participação, ou três salários. No ano passado, os trabalhadores receberam de participação nos lucros 2,2 salários, limitado a R$ 13,8 mil.

Os bancários também pedem a contratação de mais funcionários para evitar a sobrecarga de serviços e inclusão de cláusula na convenção coletiva de trabalho que dê proteção aos trabalhadores em caso de fusão de bancos.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf), filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), afirmou ontem (02) que 6.944 agências bancárias estavam paradas em todo o País.
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