25 de novembro de 2015

postheadericon Senador Delcídio do Amaral é preso

 A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (25), o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, do PT de Mato Grosso do Sul. Ele é acusado de atrapalhar as investigações da operação Lava Jato. O senador foi levado para uma sala de nove metros quadrados e prestará depoimento ainda nesta quarta.
Delcídio do Amaral foi preso pela Polícia Federal em um hotel em Brasília. A operação foi autorizada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria-Geral da República apresentou evidências de que o senador estava tentando atrapalhar as investigações da Lava Jato. Segundo as investigações, Delcídio se ofereceu para ajudar o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, a fugir do Brasil.
É a primeira vez que um senador é preso no exercício do cargo desde a Constituição de 1988. A lei só permite a prisão de parlamentares em flagrante e o caso de Delcídio foi enquadrado nessa regra, porque foi considerado um crime grave e permanente. Atrapalhar as investigações é um dos poucos motivos que poderiam levar a Suprema Corte a autorizar a prisão de um parlamentar.
Teori Zavascki tomou a decisão sozinho, mas consultou os outros ministros antes, por se tratar de uma busca no Congresso e da prisão de um senador. Na manhã desta quarta-feira, ele convocou uma reunião extraordinária da turma dedicada à Lava Jato e, por unanimidade, o Supremo referendou a prisão do senador.
A Polícia Federal também fez buscas no gabinete de Delcídio no Senado e na casa dele, em Campo Grande. Além de Delcídio, também foram presos o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, em Brasília, e o dono do banco BTG Pactual, André Esteves, no Rio de Janeiro. A Polícia Federal incluiu na lista de alerta vermelho da Interpol o nome do advogado Edson Ribeiro, que trabalha para Nestor Cerveró e viajou para os Estados Unidos.
A assessoria do senador Delcídio do Amaral informou que o advogado dele já chegou à Brasília para cuidar do caso. O BTG Pactual declarou que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.
O advogado do banqueiro André Esteves disse que, segundo o Supremo, o cliente dele não participou das reuniões para discutir dinheiro destinado a Cerveró e que ainda precisa conhecer todo o processo antes de se pronunciar. O advogado de Diogo Ferreira disse que está acompanhando o caso. 
A equipe do Jornal Hoje não conseguiu contato com o advogado Edson Ribeiro, que está nos Estados Unidos. A Polícia Federal aguarda autorização do Supremo Tribunal Federal para incluir o nome dele na lista de alerta vermelho da Interpol.
Investigações
A gravação de uma conversa de Delcídio Amaral revela que ele teria oferecido até uma mesada ao ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, em troca do silêncio dele.
Oferta de dinheiro, rota de fuga e até avião... As razões para prender o líder do governo no Senado envolvem um plano completo e com "componentes diabólicos", segundo a Procuradoria-Geral da República, responsável pelo pedido de prisão preventiva de Delcídio.
A Procuradoria diz que o senador tentou comprar o silêncio de Cerveró, oferecendo R$ 50 mil por mês para ele não fechar delação ou, se fechasse, para não citar o nome do senador nem do banqueiro André Esteves. Como Cerveró está preso, a mesada seria paga à família dele.
Havia também a oferta de fuga, caso Cerveró conseguisse um habeas corpus no STF. O plano era sair do Brasil pelo Paraguai. O destino seria a Espanha. Até a aeronave já estava escolhida: uma Falcon 50, que tem autonomia e chegaria sem parar para abastecer.
Ainda segundo os procuradores, Delcídio negociou pagamentos ao então advogado de Cerveró, Edson Ribeiro. Seriam R$ 4 milhões em honorários. “Esta ordem de fatos deixa transparecer, portanto, a atuação concreta e intensa do senador Delcidio do Amaral e do banqueiro André Esteves para evitar a celebração de delação premiada ou, quanto menos, evitar que fosse delatado”, afirma Teori Zavascki.
Os detalhes dessas negociações foram descobertos porque tudo foi gravado pelo filho de Cerveró. Bernardo gravou a reunião que teve com o senador, o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, e o então advogado de Cerveró, Edson Ribeiro. Bernardo Cerveró deixou a conversa fluir para garantir uma prova completa da tentativa de obstruir as investigações.
A Procuradoria também afirma que o banqueiro André Esteves, do BTG, atuou para evitar a delação de Cerveró e tinha até a cópia da proposta de delação do ex-diretor, um documento que deveria ser sigiloso. André Esteves entrou no banco em 1989 e em 1993 se tornou sócio da instituição. Em 1995, assumiu a chefia da área de renda fixa do banco. Após fundar a BTG no final de 2008, com a recompra do Pactual em 2009, Esteves formou o BTG Pactual.
De acordo com o banco BTG Pactual, Esteves tem graduação em ciências da computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, sendo membro da BMF-Bovespa e da Federação Brasileira de Bancos.
Cerveró já contou aos investigadores que André Esteves estaria envolvido em pagamento de propina ao senador Fernando Collor de Melo por troca de bandeira de postos em São Paulo.
O relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki, leu a conclusão dos procuradores: “O senador Delcídio, o banqueiro André Esteves e o advogado Edson Ribeiro estão tecnicamente em estado de flagrância, uma vez que estão manejando meios para embaraçar no plano da operação Lava Janto, a investigação criminal que envolve a organização criminosa”.
Teori afirmou ainda que as investigações apontam que Delcídio dizia que tinha influência sobre ministros do Supremo. Apesar da tentativa do senador de impedir as investigações, Cerveró já contou aos investigadores, com detalhes, o suposto envolvimento do senador no esquema de corrupção na Petrobras. Do G1

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