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16 de outubro de 2018

Mãe de assaltante processa PM por causa de uso de morte na campanha

A mãe do assaltante morto no dia 12 de maio por uma policial militar de folga em frente a um colégio, em Suzano, na Grande São Paulo, entrou com um pedido de indenização na Justiça por danos morais contra a autoridade, que concorreu e foi eleita à deputada federal, e seu partido, o PR. O caso trouxe notoriedade à Katia Sastre, que, explorando o episódio na campanha, elegeu-se deputada com 264.013 votos – foi a sétima mais votada no estado. A cozinheira Regiane Neves da Silva Ferrari, mãe do assaltante Elivelton, de 20 anos, diz não culpar a policial pela morte do filho. “Ela estava fazendo o serviço dela, não questionei e não questiono. (Mas) Ao exibir a cena na propaganda eleitoral, dia após dias, ela me torturou e à minha família de um modo terrível”, afirmou à Folha de S.Paulo. Regiane, que diz ter sido diagnosticada com depressão, cobra R$ 477 mil na ação, o equivalente a 500 salários mínimos.
Reprodução
Na propaganda, após as imagens da ação da policial serem exibidas, a então candidata dizia que atirou e atiraria de novo.
A cozinheira também reclamou do governador Marcio França (PSB), que homenageou a policial pela ação lhe entregando flores. “Como pôde o governador elogiar aquele episódio no dia das mães. O morto também tem mãe”, diz Regiane.
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